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Como a Inteligência Artificial está transformando a maior indústria do mundo

Como calculam hoje o impacto do uso de IA na rentabilidade dos projetos?

59,4%
das agências ainda não medem como a IA afeta a rentabilidade de seus projetos.

A adoção da Inteligência Artificial nas agências da América Latina avança em grande velocidade, mas enfrenta um obstáculo crítico em sua gestão estratégica: a mensuração. Segundo o relatório, 59,4% das agências ainda não medem o impacto real da IA na rentabilidade de seus projetos.

Embora as ferramentas sejam utilizadas ativamente para tarefas como redação e design, essa falta de visibilidade financeira gera uma desconexão entre a eficiência operacional e o negócio.

Na verdade, mais da metade dos líderes (56,3%) afirma que a IA não gerou mudanças visíveis em sua rentabilidade ou simplesmente não sabem se gerou.

Isso ocorre porque a maioria continua presa a métricas tradicionais (como o controle de horas), enquanto os novos custos — como o consumo de tokens e licenças descentralizadas — passam despercebidos ou consomem a margem de lucro.

A conclusão é contundente: a IA só é escalável se for mensurável. Sem uma infraestrutura que centralize o uso e meça o retorno sobre o investimento real, a tecnologia corre o risco de se tornar mais um gasto operacional em vez da alavanca de rentabilidade que promete ser.

Em quais áreas da agência já estão utilizando ferramentas com IA?

A inteligência artificial já está presente em muitas agências, mas sua implementação é majoritariamente tática. Segundo o COR Report , a IA é usada principalmente em redação (16,3%), design gráfico (15,3%), criação audiovisual (13,4%) e automação de tarefas (10,4%).
Os usos mais comuns de IA em agências hoje estão concentrados em: Geração de conteúdos e ativos criativos + Automação de tarefas operacionais de baixo valor.
A IA é percebida como uma aliada na ideação criativa, especialmente para acelerar entregas, gerar variações e explorar formatos. Ou seja, a IA é usada para resolver o urgente: gerar textos, variações visuais ou assets criativos com velocidade. Mas ainda não é usada para redesenhar a operação.

Esse padrão revela um fenômeno claro: a IA ainda é percebida como ferramenta de produtividade, e não como alavanca de transformação. Em vez de integrá-la como parte estrutural do fluxo operacional, ela é usada em momentos pontuais do processo criativo. Isso impede a capitalização de seu verdadeiro potencial, que vai muito além de automatizar entregas: tem a capacidade de otimizar decisões, analisar dados em tempo real e reinventar modelos de negócios completos.

O risco é claro. Se as agências limitarem o uso de IA a tarefas periféricas, continuarão operando sob o mesmo modelo esgotado — só que mais rápido. A oportunidade está em ir além da produção: desenhar um sistema híbrido onde humanos e agentes trabalhem juntos desde o início de cada projeto. A IA bem usada não é só eficiência: é redesenho estrutural.

Sua agência tem políticas para regular o uso de IA?

54,8%
NÃO têm políticas claras

Mais da metade das agências (54,8%) admite não ter diretrizes claras para o uso de IA.

Isso abre um risco operacional e reputacional cada vez mais crítico: a maioria está enviando dados sensíveis para ferramentas em nuvem sem rastreabilidade, sem sanitização e sem saber com qual modelo estão sendo treinados.

O entusiasmo por implementar IA avançou mais rápido do que a capacidade de estabelecer regras. E em uma indústria onde a confiança é tudo, isso pode ser letal.

Desde quem é o dono do conteúdo gerado até como os dados dos clientes são protegidos, a falta de protocolos expõe as agências a riscos legais, erros de output e perda de reputação.

Implementar IA sem regras é como dirigir sem freios. A IA não deve ser apenas eficiente, mas segura, ética e rastreável. As agências que entenderem isso a tempo poderão escalar de forma controlada, sustentável e eficaz.

Quão integrada está a IA nos processos diários da sua agência?

Apenas 17,1%
a integra diariamente

Apenas 17,1% das agências têm a IA integrada de forma diária. A grande maioria (63,4%) a utiliza de forma “média”, ou seja, em algumas equipes ou para tarefas pontuais. Isso revela uma fragmentação estrutural: a IA avança, mas não escala.

O problema não é a ferramenta, é a falta de um processo sistemático. Quando cada designer ou redator usa sua própria conta, sem governança central, sem métricas compartilhadas e sem conexão com o negócio, o que parece eficiência acaba gerando caos. Perdem-se dados, duplicam-se licenças e não é possível medir o impacto real.

A IA não pode ficar nas mãos de entusiastas individuais. Para gerar valor, ela precisa estar integrada ao fluxo completo de trabalho, com visibilidade, regras claras e métricas compartilhadas. Só assim deixa de ser um experimento isolado e se transforma em infraestrutura escalável.

Você considera que a IA está modificando a forma como sua agência gera receita?

9 em cada 10
líderes antecipam a mudança

90% dos líderes reconhecem que a IA já está impactando — ou impactará em breve — a forma como suas agências geram receita.

Mas essa mudança ainda não se traduz em ações em larga escala. Apenas 34,4% afirmam que seu modelo já está mudando.

O modelo de faturamento por horas começa a entrar em colapso. Quando tarefas que antes levavam dias agora são resolvidas em minutos com um agente, como justificar esse fee? Esse descompasso entre eficiência operacional e precificação obriga a pensar em novos esquemas: por valor entregue, por impacto, por resultados.

A IA não muda apenas a forma como trabalhamos: muda a forma como cobramos. As agências que entenderem isso primeiro vão liderar a mudança. As que continuarem faturando pelo tempo executado vão perder margem sem perceber.

Quais desafios ou problemas você enfrentou ao usar IA?

28%
Capacitação da equipe

O maior obstáculo na adoção de IA não é técnico, é humano. 28% dos líderes indicam que o principal desafio é capacitar a equipe, seguido pelo medo de substituição (13,4%) e pela dificuldade de integrar a tecnologia aos sistemas atuais.

Esses dados revelam que a resistência à mudança é cultural. Em muitas agências, o talento ainda vê a IA como uma ameaça, em vez de uma aliada. Essa percepção freia o uso estratégico e gera uma lacuna entre as capacidades técnicas disponíveis e sua adoção real.

Capacitar a equipe não é opcional, é o único caminho para escalar. Sem formação, a IA fica relegada a testes isolados, sem conexão com o negócio. É fundamental preparar o talento para um novo tipo de colaboração: uma em que os agentes automatizam tarefas repetitivas, enquanto as pessoas se concentram em criatividade, estratégia e tomada de decisão.

Você está familiarizado/a com o conceito de “agentes inteligentes”?

50%
conhece o conceito, mas não o utiliza

Metade das pessoas que lideram agências criativas conhece o conceito de agentes inteligentes (IA que executa tarefas dentro do workflow), mas apenas 12,5% os utiliza ativamente. Isso representa uma enorme oportunidade desperdiçada.

Os agentes inteligentes permitem automatizar processos completos, não apenas tarefas isoladas. É o salto de produtividade que marca a diferença entre usar IA como um paliativo ou transformá-la em infraestrutura operacional. Não se trata de adicionar velocidade, mas de escalar o modelo sem multiplicar os custos.

O problema é que muitos conhecem o conceito, mas poucos sabem como implementá-lo. Essa lacuna reflete uma imaturidade na adoção: há consciência, mas falta ação. Quem conseguir orquestrar fluxos de trabalho em que humanos e agentes colaborem a partir de um mesmo sistema vai dominar a nova era.

¿Cómo gestionan actualmente el acceso y uso de herramientas de AI en tu agencia?

36,6%
Cada equipe escolhe suas próprias ferramentas

Um dado crítico: 36,6% das agências permitem que cada equipe escolha suas próprias ferramentas de IA. Isso gera uma descentralização total do stack tecnológico, com efeitos colaterais severos: duplicação de licenças, uso ineficiente de recursos e perda total de rastreabilidade

Além disso, outros 36,6% possuem apenas algumas diretrizes gerais, mas sem controle real. Apenas um pequeno grupo opera com políticas claras ou com uma infraestrutura centralizada. Isso mostra que a maioria ainda trabalha em “modo anárquico”, onde cada pessoa testa, treina e executa sem conexão com a operação nem visibilidade de custos.

A falta de centralização é um dos principais riscos ocultos. Para escalar, as agências precisam deixar de operar como ilhas e começar a governar a IA com estrutura.

Entre os poucos que medem, como fazem isso?

15,3%
Mede horas + tokens

9,4%
Estima por economia de tempo

Apenas 6,3% das agências possuem um sistema que mede o consumo de IA em tempo real. O restante faz estimativas pouco precisas: por economia de tempo (9,4%) ou combinando horas + tokens (15,3%). E a maioria (59,4%) simplesmente não mede.

Esse dado é alarmante: como tomar decisões estratégicas sem saber quanto custa o que está sendo utilizado? Sem dados, a IA se transforma em uma caixa-preta: investe-se em licenças, utiliza-se intensivamente, mas não se sabe se gera valor ou prejuízo.

O verdadeiro diferencial não está em usar IA, mas em saber medi-la. O que não se mede, não se melhora. Sem um sistema de mensuração integrado ao negócio, a IA não será uma alavanca de rentabilidade, mas um custo invisível.

A IA sempre melhora as margens?

12,5%
relataram uma redução na rentabilidade

Não. Na verdade, 12,5% das agências relataram uma redução na rentabilidade após implementar IA. O motivo? Custos de licenças mal gerenciados, tempos de teste extensos e uso desorganizado dos recursos. O que deveria gerar eficiência acaba erosionando a margem.

Isso demonstra que a IA não é garantia de rentabilidade. Usá-la sem controle pode ser mais caro do que não usá-la. Especialmente se os processos não forem centralizados, as ferramentas se sobrepuserem ou se perder o foco no impacto real.

O problema não é a IA, é sua implementação desorganizada. Escalar sem medir, testar sem estratégia, automatizar sem rastreabilidade: tudo isso sai caro.

Sua agência conta hoje com alguma plataforma ou espaço centralizado onde seja possível atribuir tarefas tanto para pessoas quanto para agentes inteligentes?

40,6%
“Não, mas estamos explorando”

Apenas 25% das agências contam com uma plataforma que permite atribuir tarefas tanto a pessoas quanto a agentes. Mas 40,6% estão ativamente explorando como conseguir isso. Existe intenção, mas ainda falta infraestrutura.

Isso indica que as agências já reconhecem a necessidade de operar em ambientes híbridos. No entanto, muitas ainda trabalham com fluxos manuais ou fragmentados, o que limita a colaboração real entre humanos e IA.

Um sistema centralizado que permita orquestrar tarefas, auditar resultados, controlar custos e conectar com métricas de rentabilidade é a chave para escalar.

Quais são os maiores benefícios que a IA trouxe para sua agência até agora?

20,2%
Economia de tempo

15,8%
Capacidade de produção

O benefício mais citado é a economia de tempo em tarefas repetitivas (20,2%), seguido por maior capacidade de produção (15,8%) e melhor análise de dados (15,8%).

Ou seja: eficiência operacional, não impacto estratégico.

Menos de 1% dos respondentes mencionou “maior rentabilidade” como principal benefício. Isso reforça uma ideia central do relatório: as agências estão usando IA para produzir mais rápido, mas ainda não conseguem traduzir isso em resultados financeiros.

O foco continua sendo a velocidade, não o valor. E essa lacuna é o que impede que a IA se torne uma vantagem competitiva real.

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Como calculam hoje o impacto do uso de IA na rentabilidade dos projetos?

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Em quais áreas da agência já estão utilizando ferramentas com IA?

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Sua agência tem políticas para regular o uso de IA?

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Quão integrada está a IA nos processos diários da sua agência?

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Você considera que a IA está modificando a forma como sua agência gera receita?

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Quais desafios ou problemas você enfrentou ao usar IA?

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Você está familiarizado/a com o conceito de “agentes inteligentes”?

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Como vocês gerenciam atualmente o acesso e o uso de ferramentas de IA na sua agência?

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Entre os poucos que medem, como fazem isso?

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A IA sempre melhora as margens?

11

Sua agência conta hoje com alguma plataforma ou espaço centralizado?

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Quais são os maiores benefícios que a IA trouxe para sua agência até agora?

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